Segurança na prescrição de medicamentos durante o ciclo gravídico-puerperal em unidade de internação obstétrica de alto risco

Autores

  • Nice Maria Oliveira Silva Universidade Estadual de Campinas
  • Mariana Rizzo Gnatta Universidade Estadual de Campinas
  • Marília Berlofa Visacri Universidade Estadual de Campinas
  • Priscila Gava Mazzola Universidade Estadual de Campinas
  • Mary Ângela Parpinelli Universidade Estadual de Campinas
  • Fernanda Garanhani de Castro Surita Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/sinteses.v0i6.8452

Palavras-chave:

Erro de prescrição. Segurança do paciente. Gestação. Puerpério. Farmácia clínica.

Resumo

Introdução: Os erros de prescrição são erros de medicação. A prevenção destes erros é um importante instrumento para a segurança das pacientes. Objetivos: Avaliar a frequência, os tipos, a gravidade dos erros de prescrição e a aceitação das intervenções farmacêuticas. Métodos: Estudo transversal, prospectivo e observacional, em unidade de internação obstétrica de alto risco, entre setembro de 2014 e março de 2015. As variáveis foram tipo de erro, significância clínica do erro de prescrição, classe terapêutica, medicamentos potencialmente perigosos envolvidos com erros, impacto e aceitação das intervenções. Resultados: Foram analisadas 1826 prescrições para 549 pacientes e identificados 130 erros (7,0%) de 101 pacientes (18,4%). Os erros mais frequentes foram interações medicamentosas (43,8%), frequência (21,5%), e dose incorreta (13,1%). O maior número de medicamentos em uma única prescrição foi o principal fator de risco relacionado aos erros (p<0.0001). Quanto à significância clínica do erro, 56,9% foram significantes e 43,1% foram sérios. Os medicamentos mais envolvidos nos erros foram metoclopramida e ranitidina. Apenas 0,4% dos erros estavam relacionados com medicamentos potencialmente perigosos. Foram realizadas 168 intervenções e 98,8% foram aceitas pelos prescritores. Os medicamentos envolvidos em erros sérios foram da classe terapêutica aparelho digestivo e metabolismo (p<0,0001), puérperas não lactantes apresentaram mais erros sérios (p<0,0001) devido à interação envolvendo a cabergolina com metoclopramida/bromoprida. Conclusões: Os principais tipos de erros de prescrição foram interações medicamentosas, frequência e dose incorretas. A taxa de aceitação das intervenções foi elevada contribuindo para prevenção de erros e reduzindo riscos da terapia medicamentosa.

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Biografia do Autor

Nice Maria Oliveira Silva, Universidade Estadual de Campinas

Mestre em 2016 em Ciências da Saúde pelo departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Especialista em Farmácia Clínica pela Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (Sbrafh). Especialização em Farmacologia Clínica no Centro Universitário Hermínio Ometto (Uniararas). Graduação em Farmácia pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Atua como farmacêutica no Hospital da Mulher (Caism) da Unicamp nas àreas de Farmácia Hospitalar, Farmácia Clínica em Unidade de Terapia Intensiva, Intervenções Farmacêuticas em Unidade de Internação, Manipulação de Antineoplásicos na Central de Quimioterapia e Atenção Farmacêutica aos pacientes oncológicos.

Mariana Rizzo Gnatta, Universidade Estadual de Campinas

Graduanda em farmácia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.

 

Marília Berlofa Visacri, Universidade Estadual de Campinas

Graduada em Farmácia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) (2011), Mestra em Ciências Médicas pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) (2013), Doutoranda em Ciências Médicas pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Desenvolve estudos nas áreas de Farmácia Clínica, Atenção Farmacêutica, Farmacovigilância, Oncologia e Estresse Oxidativo.

Priscila Gava Mazzola, Universidade Estadual de Campinas

Farmacêutica-bioquímica pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas (2002), Doutora em Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas (2006), tendo realizado doutorado sanduíche no Departamento de Engenharia Química do Massachusetts Institute of Technology (MIT, Cambridge, EUA). Desde 2008 é docente do Curso de Farmácia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), promovida por mérito para o nível MS3.2. É responsável pela disciplina de Farmacotécnica (FR602) e colocaboradora da disciplina de Farmacotécnica Industrial e Cosmetologia (FR701), além de disciplinas eletivas.

 

Mary Ângela Parpinelli, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, residência médica, mestrado e doutorado em Tocoginecologia pela Unicamp. Professor do Departamento de Tocoginecologia da FCM desde 1986, onde realizou os concursos para Professor Doutor (1999) e para Professor Livre Docente (2008). Represente docente, eleita por seus pares, do Conselho Departamental nos períodos 1996 a 1997, de 2008 a 2014 e da Congregação da FCM nos períodos de 2002 a 2003 e 2010 a 2014. Prestou consultoria à Área Técnica de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde entre 2001 e 2002 e à Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo de 2016 a 2017.

Fernanda Garanhani de Castro Surita, Universidade Estadual de Campinas

Professora Livre-Docente de Obstetrícia do Departamento de Tocoginecologia da FCM/UNICAMP. Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas - FCM/UNICAMP (1989), residência em Tocoginecologia na FCM/UNICAMP (1993), Mestrado e Doutorado em Tocoginecologia na FCM/UNICAMP (1996 e 2002). Atua no ensino de graduação, residência médica e pós-graduação em Tocoginecologia. Membro da Comissão do Programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia da FCM/UNICAMP.

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Publicado

2016-10-27

Como Citar

SILVA, N. M. O.; GNATTA, M. R.; VISACRI, M. B.; MAZZOLA, P. G.; PARPINELLI, M. Ângela; SURITA, F. G. de C. Segurança na prescrição de medicamentos durante o ciclo gravídico-puerperal em unidade de internação obstétrica de alto risco. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 6, p. 241–241, 2016. DOI: 10.20396/sinteses.v0i6.8452. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/8452. Acesso em: 28 set. 2022.

Edição

Seção

Eixo 3 - Desenvolvimento Humano, Saúde, Sustentabilidade e Qualidade de Vida

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