O grupo de pais enlutados como proposta de cuidado ao luto familiar.

Autores

  • Andreza Viviane Rubio Universidade Estadual de Campinas
  • Jussara de Lima Souza Universidade Estadual de Campinas
  • Elisa Maria Perina Universidade Estadual de Campinas
  • Fabiana Lima Carvalho Universidade Estadual de Campinas
  • Priscila de Paula Cardoso Petreca Universidade Estadual de Campinas
  • Yolanda Braga Freston Universidade Estadual de Campinas
  • Cristiane Ferreira Mendes Sanches Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/sinteses.v0i6.8357

Palavras-chave:

Luto. Pais enlutados. Neonatologia.

Resumo

A morte de um filho é um fenômeno que é percebido como uma fatalidade contrária a natureza e que acaba por interromper com expectativas e sonhos de uma família, produzindo uma dor intolerável, que pode agravar a elaboração do luto e influenciar no futuro da mesma. Segundo Freud (1917 [1915]), o luto é um trabalho psíquico, uma reação natural a perdas reais ou imaginadas que necessita de um reconhecimento social e de um espaço de expressão dos sentimentos para que o processo de elaboração seja bem-sucedido. Porém, o que se percebe na realidade é um silêncio em torno da perda e da dor desses pais, que ficam impedidos de expressarem seus sentimentos. Compartilhar o relato de experiência do grupo de cuidados paliativos do CAISM/UNICAMP, que há 11 anos desenvolve uma ação voltada ao cuidado ao luto parental, através do “Grupo de Pais Enlutados”.  O grupo de pais enlutados acontece mensalmente na instituição, com participação da equipe de cuidados paliativos (médico, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social e enfermeiro) e pais que perderam seus filhos na unidade de Neonatologia. percebe-se que o grupo é uma oportunidade onde os pais podem compartilhar suas vivências, expressar seus sentimentos, dúvidas e fantasias em relação a morte do filho, tornando-se um espaço de troca e identificação entre os mesmos, auxiliando-os na construção de significações e representações que ajudem a elaborar o vivido e a realidade da perda.  O trabalho em grupo com pais enlutados ainda é pouco desenvolvido no Brasil e esta experiência vem demonstrando resultados positivos e integradores que podem estimular o desenvolvimento de ações terapêuticas voltadas ao luto nas instituições de saúde.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Andreza Viviane Rubio, Universidade Estadual de Campinas

Graduada pela Universidade Estadual Paulista- UNESP. Especialização em Psicologia Hospitalar pela Faculdade de Medicina de Marília - FAMEMA sendo bolsista Fundap. Especialização em Psico-oncologia pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais - FELUMA. Experiência na área clínica e na área da saúde coletiva e hospitalar. Atuação constante com equipes multiprofissionais e no desenvolvimento de projetos voltados a área de cuidados paliativos. Atualmente psicóloga e supervisora do Centro de Atenção Integral a Saúde da Mulher Hospital da Mulher. Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti - CAISM /UNICAMP, atuando na assistência e no ensino, realizando aulas e supervisões clínicas as alunas da pós graduação do programa de aprimoramento profissional (PAP).

Jussara de Lima Souza, Universidade Estadual de Campinas

Possui mestrado em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (1998). Atualmente é médica assistente no Hospital da Mulher - CAISM da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de Neonatologia, com ênfase em Cuidados Paliativos, atuando principalmente nos seguintes temas: assistência aos pacientes em final-de-vida e seus familiares e o treinamento de residentes no atendimento deste grupo.

Elisa Maria Perina, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1979), título de especialização em Psicologia Clínica e Psicologia Hospitalar pelo Conselho Federal de Psicologia e especialização em Arteterapia pela UNICAMP. Mestrado em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (1992). Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente pela FCM/UNICAMP. Atualmente é psicóloga do CIPOI (Centro Integrado de Pesquisas Onco-hematológicas da Infância) e coordenadora do programa de Cuidados Paliativos do Centro Infantil Boldrini. Presidente da Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia (2006 a 2008).

Fabiana Lima Carvalho, Universidade Estadual de Campinas

Colaboradora do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental da Unicamp.

Priscila de Paula Cardoso Petreca, Universidade Estadual de Campinas

Graduada em Psicologia pela PUC-Campinas com ênfase em Psicologia Hospitalar. Exerço a função de técnico em enfermagem, concursada pela Universidade Estadual de Campinas com experiência em pediatria e neonatologia. Participante do Grupo de Cuidados Paliativos da UTI Neonatal do CAISM/Unicamp.

Yolanda Braga Freston, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Federal do Maranhão (1977) e graduação em História pela Universidade Estadual do Ceará (1985). Atualmente é Assistente Social da HOSPITAL DA MULHER PROFESSOR DOUTOR JOSE ARISTODEMO PINOTTI-. Tem experiência na área de Serviço Social.

Cristiane Ferreira Mendes Sanches, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em Enfermagem pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2001). Atualmente é gestor de assistência da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em cuidado neonatal.

Downloads

Publicado

2016-10-27

Como Citar

RUBIO, A. V.; SOUZA, J. de L.; PERINA, E. M.; CARVALHO, F. L.; PETRECA, P. de P. C.; FRESTON, Y. B.; SANCHES, C. F. M. O grupo de pais enlutados como proposta de cuidado ao luto familiar. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 6, p. 156–156, 2016. DOI: 10.20396/sinteses.v0i6.8357. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/8357. Acesso em: 26 set. 2022.

Edição

Seção

Eixo 3 - Desenvolvimento Humano, Saúde, Sustentabilidade e Qualidade de Vida

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)