Biomarcador de síndrome metabólica está associado a maior gravidade do câncer mamário

Autores

  • Higor Campos Nascimento Universidade Estadual de Campinas
  • Christopher Cralcev Universidade Estadual de Campinas
  • Aline Barros Santana Universidade Estadual de Campinas
  • Eliana Cotta Faria Universidade Estadual de Campinas
  • Maria Salete Costa Gurgel Universidade Estadual de Campinas
  • Sílvia de Barros Mazon Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/sinteses.v0i6.8313

Palavras-chave:

Neoplasias da mama. Obesidade. Síndrome metabólica. Adipocinas. A-fabp.

Resumo

A obesidade, que está relacionada a diversas comorbidades incluindo a síndrome metabólica (SM), também tem sido associada ao desenvolvimento e progressão do câncer mamário, que é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres. A SM tem sido associada ao risco, tanto para o desenvolvimento como para o pior prognóstico desse tipo de câncer. Dentre as diversas adipocinas secretadas pelo tecido adiposo encontra-se a proteína transportadora de ácidos graxos de adipócitos (A-FABP), que na obesidade está presente em concentrações mais elevadas e tem sido considerada um marcador de SM. Mais recentemente esta adipocina tem sido associada à carcinogênese e a piores prognósticos de vários tumores, incluindo os de mama. Com o objetivo de avaliar a associação da A-FABP com a SM e as características clinicopatológicas do câncer de mama, 152 pacientes atendidas no CAISM/UNICAMP foram classificadas em três grupos: não obesas (NO), sobrepeso/obesidade (SP/O) e sobrepeso/obesidade com síndrome metabólica (SP/O-SM); e tiveram as concentrações séricas de A-FABP determinadas pela técnica de ELISA. Concentrações mais elevadas de A-FABP foram detectadas no grupo SP/O-SM, sugerindo o papel da A-FABP como um biomarcador da SM, também em pacientes com câncer mamário. Além disso, esta adipocina mostrou associações com fatores de pior prognóstico tanto no grupo SP/O-SM, como no grupo NO. Como essas associações foram mantidas após ajustes das variáveis: índice de massa corpórea, circunferência abdominal e idade/estado menopausal, os resultados sugerem relação da A-FABP com maior gravidade do câncer mamário, independentemente de obesidade e incentivam o estudo mais aprofundado dessas relações.

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Biografia do Autor

Higor Campos Nascimento, Universidade Estadual de Campinas

Possui Mestrado em Ciências Médicas - Área de concentração em Ciências Biomédicas (2016) com bolsa CNPq e Graduação em Ciências Biológicas (2010), ambos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Realizou o mestrado no Laboratório de Imunorregulação do Departamento de Patologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da UNICAMP, atuando na investigação da influência da inflamação subclínica que cursa com a obesidade em pacientes com câncer de mama. 

Christopher Cralcev, Universidade Estadual de Campinas

Aluno de graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Possui graduação em Segurança da Informação - FATEC São Caetano do Sul (2012).

Aline Barros Santana, Universidade Estadual de Campinas

Fisioterapeuta com Mestrado e Doutorado em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas. Linha de Pesquisa: Patologia, Fisiologia, Obesidade e Câncer. Docente em cursos técnicos e de pós-graduação.

Eliana Cotta Faria, Universidade Estadual de Campinas

Graduada em Medicina e com residência em Clínica Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais (1975), mestrado em Bioquímica e Imunologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1983), doutorado em Fisiologia e Biofísica pela Universidade de São Paulo e pela Duke University (Durham, EUA,1991), pós-doutorado pela Stanford University (Palo Alto, EUA, 1995) e pelo Institut Nationale de la Santé e de la Recherche Médicale, Université Paris (Paris, França, 2002).

Maria Salete Costa Gurgel, Universidade Estadual de Campinas

Concluiu o doutorado em Tocoginecologia pela Universidade Estadual de Campinas em 1996 e obteve o título de Professor Associado Livre Docente da Universidade Estadual de Campinas em 2008. Atua na área de Tocoginecologia com ênfase em Oncologia Ginecológica e Mastologia. É professora plena do programa de Pós-graduação em Tocoginecologia da FCM-UNICAMP.

Sílvia de Barros Mazon, Universidade Estadual de Campinas

Graduada em Ciências Biológicas - Modalidade Médica, possui mestrado em Ciências Biológicas (Imunologia) pela Universidade Estadual de Campinas, doutorado em Imunologia pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado pela Universidade de Maryland, Baltimore, EUA.

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Publicado

2016-10-27

Como Citar

NASCIMENTO, H. C.; CRALCEV, C.; SANTANA, A. B.; FARIA, E. C.; GURGEL, M. S. C.; MAZON, S. de B. Biomarcador de síndrome metabólica está associado a maior gravidade do câncer mamário. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 6, p. 117–117, 2016. DOI: 10.20396/sinteses.v0i6.8313. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/8313. Acesso em: 28 set. 2022.

Edição

Seção

Eixo 2 - Desenvolvimento de Ensino, Pesquisa e Extensão