Banner Portal
Práticas rotineiras na assistência ao parto da região metropolitana de Campinas, Brasil
PDF

Como Citar

CHRISTOFORO, Fatima Filomena Mafra; AMARAL, Eliana Martorano; LAVRAS, Carmen Cecilia. Práticas rotineiras na assistência ao parto da região metropolitana de Campinas, Brasil. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 6, p. 88–88, 2016. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/8235. Acesso em: 19 jun. 2024.

Resumo

As últimas décadas testemunharam uma expansão no desenvolvimento e uso de práticas, com o objetivo de melhorar os resultados para mães e bebês no trabalho de parto institucional. No Brasil, ocorrem aproximadamente 3 milhões de nascimentos/ano, 98% destes em hospitais, públicos ou privados. O modelo vigente de atenção obstétrica utiliza intervenções como episiotomia, uso de ocitocina e cesárea, habitualmente recomendadas em situações de necessidade têm sido utilizadas de forma liberal. Existem variações, em nível mundial, quanto ao local, nível de cuidados, sofisticação dos serviços disponíveis e tipo de provedor para o parto normal. A adoção acrítica de intervenções não efetivas, de risco ou desnecessárias compromete a qualidade dos serviços oferecidos. Para garantir a qualidade da assistência oferecida nos serviços, é preciso enfocar as condições físicas e insumos, mas também a manutenção e promoção da competência dos profissionais. A isso, soma-se manter mecanismos de monitoramento das práticas clínicas, para avaliar se estão em conformidade com padrões de conduta e os resultados decorrentes desta prática. Descrever práticas rotineiras no parto em maternidades públicas da região metropolitana de Campinas (RMC).Estudo descritivo de 16 serviços obstétricos, usando o "Instrumento de avaliação de boas práticas no parto" (Ministério da Saúde) e um questionário complementar, respondido pelos gestores locais, de agosto-outubro/2014.Treze hospitais utilizavam partograma, 10 utilizavam ocitocina no trabalho de parto, nove executavam episiotomia, e 14 realizavam manejo ativo do 3o período. A maioria realizava indução em gestação prolongada e ruptura prematura de membranas, e 15 tinham protocolos para hipertensão grave e profilaxia de Streptococcus do grupo B. Cinco não utilizavam antibiótico nas cesáreas, produtos hemoterápicos eram indisponíveis em quatro hospitais e oito não poderiam cuidar de pacientes críticos. Práticas recomendadas estavam disponíveis na maioria dos hospitais, mas algumas rotinas eram excessivas e outras precisavam ser aprimoradas.

 

PDF
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2016 Fatima Filomena Mafra Christoforo, Eliana Martorano Amaral, Carmen Cecilia Lavras

Downloads

Não há dados estatísticos.