Produção e purificação de xilanase termoestável de cryptococcus flavescens isolado da mata atlantica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/sinteses.v4i4.7575

Palavras-chave:

Xilanase. Purificação. Criptococcus flavescens

Resumo

A xilana, maior componente hemicelulósico, é um polímero heterogêneo e sua completa quebra requer o uso de diversas enzimas hidrolíticas que atuem em sinergia. A principal delas é a endoxilanase ou xilanase, que atua na hidrólise da cadeia principal. Enzimas xilanolíticas possuem aplicações em diversos ramos industriais, especialmente para produção de etanol lignocelulósico e para clarificação de papel e polpa. Em estudos anteriores, uma bioprospecção entre 394 isolados de leveduras silvestres selecionou a linhagem Cryptococcus flavescens, por produzir uma xilanase extracelular com atividade ótima a 80°C. Entretanto, os dados obtidos até então se referiam a ensaios utilizando o sobrenadante do caldo fermentativo e, por isso, este trabalho teve o objetivo de purificar esta xilanase. Como o micro-organismo produz heteropolissacarídeo polianiônico extracelular, a purificação da enzima foi realizada em duas etapas cromatográficas, sendo a primeira utilizando resina de troca iônica DEAE Streamline (25 mL), da qual as frações com atividade foram unidas e concentradas em sistema de ultrafiltração (10 kDa). A segunda etapa foi feita por permeação em gel, em coluna Superdex75 (16/60), sendo possível recuperar pelo menos 45% da atividade inicial. A qualidade da purificação foi acompanhada por eletroforese desnaturante, em gel de poliacrilamida 12%, sendo que sua massa molecular foi estimada em 48 kDa. 

Futuramente, a primeira etapa de purificação pode ser ampliada, avaliando a utilização da DEAE-Streamline em uma coluna de leito expandido, visto ser ela apropriada para esse tipo de processo, onde há simultaneamente a separação de células, eliminando assim a etapa de centrifugação. 

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Biografia do Autor

Fátima Aparecida de Almeida Costa, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (1982), mestrado em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (1986) e doutorado em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (2000). Atuou como engenheira na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas até 2009.Atualmente trabalha como pesquisador colaborador. Tem experiência na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos, com ênfase em Processos Bioquímicos, atuando principalmente nos seguintes temas: ácido cítrico, Candida lipolytica, inulinase, planejamento experimental, produção e purificação de enzimas, produção de fruto-oligossacarídeos, análises cromatográficas (íons e HPLC), pré-tratamento de material lignocelulósico e produção de bioetanol.

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Publicado

2016-07-15

Como Citar

COSTA, F. A. de A. Produção e purificação de xilanase termoestável de cryptococcus flavescens isolado da mata atlantica. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, v. 4, n. 4, p. 130–130, 2016. DOI: 10.20396/sinteses.v4i4.7575. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/7575. Acesso em: 1 out. 2022.

Edição

Seção

Eixo 2 - Projetos Institucionais no Desenvolvimento de Ensino, Pesquisa e Extensão

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