Dimensões do urbano: são paulo e rio dejaneiro (década de 1950).

Autores

  • Silvia Rosana Modena Martini Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/sinteses.v4i4.7540

Palavras-chave:

Instituto brasileiro de opinião pública e estatística (IBOPE). Arquivo edgard leuenroth. Consumo, sociedade moderna. Estilo de vida

Resumo

Este trabalho é resultado da tese de doutorado defendida no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em 2011. Por meio dos relatórios de pesquisa de opinião pública do IBOPE, depositados no Arquivo Edgard Leuenroth (AEL), foi possível verificar a emergência de uma sociedade urbana, moderna, industrial e de consumo nas duas maiores cidades brasileiras (Rio de Janeiro e São Paulo) já na década de 1950. Os dados levantados, bem como a bibliografia consultada, apontam a importância da sociedade americana na difusão dos hábitos de consumo de produtos industrializados, a valorização do consumo como estilo de vida e o choque de valores e comportamentos oriundos de uma sociedade tradicional em contraponto à sociedade que se delineava. Difundia-se a ideia de que ser moderno era participar do mercado, mas por razões econômicas, culturais ou comportamentais, nem sempre os bens de consumo (materiais e simbólicos) eram aceitos, de imediato, pela população, haja vista a aceitação de bens de consumo ser fonte de tensão e conflito e depender de contextos históricos e particulares. Ao lado das conquistas modernas, persistiam estruturas e relações sociais marcadas por valores patriarcais, que condenavam milhares de homens e mulheres à situação precária no campo ou à miserabilidade na cidade, relegando-os à condição de cidadão de segunda classe. O projeto de modernização da sociedade brasileira nos anos 1950, pautada no consumo, levou-nos a vivenciar uma modernidade não conclusiva, haja vista as mazelas sociais presentes naquela década persistirem até os dias de hoje.

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Biografia do Autor

Silvia Rosana Modena Martini, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (1987), mestrado em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1995) e doutorado em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (2011). É professora universitária a 20 anos. Atualmente leciona na Faculdade Municipal Professor Franco Montoro e atua como socióloga no Arquivo Edgard Leuenroth, da Universidade Estadual de Campinas. Supervisiona a Seção de Processamento Técnico e Atendimento. Tem experiência na área de Ciências Sociais e Arquivística, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura, Ibope, memória, arquivos, centros de documentação e organizações sociais. Foi editora da Cadernos AEL, revista do Arquivo Edgard Leuenroth, de agosto de 2012 a abril de 2015.

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Publicado

2016-07-15

Como Citar

MARTINI, S. R. M. Dimensões do urbano: são paulo e rio dejaneiro (década de 1950). Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, v. 4, n. 4, p. 103–103, 2016. DOI: 10.20396/sinteses.v4i4.7540. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/7540. Acesso em: 6 out. 2022.

Edição

Seção

Eixo 2 - Projetos Institucionais no Desenvolvimento de Ensino, Pesquisa e Extensão

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