Tempo de espera em lista para transplante com rim de doador falecido e sensibilização aos antígenos HLA

Autores

  • Sofia Rocha Lieber Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/sinteses.v4i4.7461

Palavras-chave:

Renais crônicos. PRA. Lista de espera. Transplante

Resumo

Em pacientes renais crônicos, a presença de anticorpos anti-HLA dificulta o encontro de doador de rim para o qual não esteja sensibilizado. O presente trabalho teve por objetivo avaliar o nível de sensibilização aos antígenos HLA dos pacientes inscritos em lista de espera de rim de doador falecido, do Sistema Estadual de Transplante (SP), em abril de 2012 e acompanhados pelo laboratório de histocompatibilidade do Hemocentro de Campinas. O nível de reatividade contra painel de antígenos HLA (% PRA), o tempo de espera em lista única e o gênero dos pacientes foram avaliados em 516 inscritos (56%, homens). Os percentuais de pacientes com menos de um ano em lista correspondiam a 33,1%, com 1 a 5 anos 50,6% e com mais de 5 ano, 16,3%. Ausência de sensibilização foi observada em 68,8% dos homens e 26,3% das mulheres (X2, P<0,00001). Sensibilização exclusiva contra os antígenos HLA classe II, foi observada em apenas 2,4% dos homens e em 3,9% das mulheres e não aumentou conforme o tempo espera para transplante. Os percentuais de pacientes hipersensibilizados (%PRA classe I >80%) foram 23,4%, 29,5% e 44,0%, respectivamente, nos grupos de pacientes com menos de 1 ano, com 1 a 5 anos e com mais de 10 anos em lista de espera para transplante. Dentre os 71 pacientes hipersensibilizados, 72,3% são mulheres. O levantamento permitiu concluir que o nível de sensibilização das mulheres é maior que o dos homens, e que pacientes hipersensibilizados tendem a permanecer por mais tempo aguardando doador compatível

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Biografia do Autor

Sofia Rocha Lieber, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em Bacharel em Ciências Biológica Modalidade Médica, pela Universidade de Mogi das Cruzes (1978), mestrado em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal de São Paulo (1982) e doutorado em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal de São Paulo (1990). Professora Titular das disciplinas de Microbiologia e Imunologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie (1986-2008). Atualmente é biomédico da Universidade Estadual de Campinas, atuando no Laboratório de Histocompatibilidade do Hemocentro de Campinas (1988-presente); é orientadora (2008-presente) e supervisora (2010-presente) do Curso de Aprimoramento em Hemoterapia, da Faculdade de Ciências Médicas; é revisor de periódicos: Cell Transplantation, Human Immunology, Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, Recent Patents on DNA & Gene Sequences, e Journal of Clinical Laboratory Analysis. Tem experiência na área de Imunologia, com ênfase em Alosensibilização e Transplantes, atuando principalmente nos seguintes temas: HLA, transplante renal, transplante de células hematopéticas, citocinas, aborto espontâneo recorrente, infecções e resistências microbiológicas e hemoglobinopatias.

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Publicado

2016-07-15

Como Citar

LIEBER, S. R. Tempo de espera em lista para transplante com rim de doador falecido e sensibilização aos antígenos HLA. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, v. 4, n. 4, p. 278–278, 2016. DOI: 10.20396/sinteses.v4i4.7461. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/7461. Acesso em: 1 out. 2022.

Edição

Seção

Eixo 3 - Desenvolvimento Humano, Saúde e Qualidade de Vida

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