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Descarte de bolsas de doadores de sangue por inaptidão sorológica no hemocentro de campinas, durante o ano de 2011
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Palavras-chave

Doador de sangue. Inaptidão. Marcadores sorológicos

Como Citar

LIEBER, Sofia Rocha. Descarte de bolsas de doadores de sangue por inaptidão sorológica no hemocentro de campinas, durante o ano de 2011. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, v. 4, n. 4, p. 199–199, 2016. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/7382. Acesso em: 17 jun. 2024.

Resumo

O Ministério da Saúde determina a obrigatoriedade da realização de exames laboratoriais de alta sensibilidade em todas as doações, para identificação das doenças transmissíveis pelo sangue. Todavia, resultados duvidosos ou falso-positivos podem ocorrer e resultar no descarte da bolsa de sangue. O presente trabalho teve por objetivo determinar o índice de bloqueio de bolsas de doadores de sangue coletadas durante o ano de 2011, de acordo com os diferentes marcadores sorológicos investigados na rotina de triagem. De um total de 63731 coletas, foram analisados os relatórios de 1044 doadores (63% homens), cuja bolsa de sangue foi bloqueada na triagem sorológica, devida a reatividade contra pelo menos um dentre 10 marcadores sorológicos, representando um índice de inaptidão de 1,6%. A faixa etária desses doadores variou de 17 a 69 anos e 74% compareceram ao banco de sangue pela primeira vez. No grupo de doadores considerados inaptos, o marcador sorológico mais frequente foi anti-HBc (47,2%), seguido do EIA-Sífilis (34,8%), HCVAg/Ac (8,7%), anti-HTLVI/II (7,4%), HBSAg (3,2%), EIA-Chagas (2,6%), anti-HIV1.2.0 (1,5%), Ag/Ac HIV2 (1,4%), NAT-HCV(1,1%) e NAT-HIV (0,7%). Doadores com sorologia reagente podem ser portadores de doenças assintomáticas ou em fase de janela imunológica, o que dificulta sua exclusão na triagem clínica. Devido à alta sensibilidade e a margem de segurança para interpretação de positividade dos testes empregados em banco de sangue, é possível a ocorrência de resultados falso-positivos. Assim sendo, há a necessidade de testes confirmatórios adicionais para concluir ou esclarecer o diagnóstico laboratorial.
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Copyright (c) 2016 Sofia Rocha Lieber

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