Profilaxia pós-exposição ocupacional ao HIV entre os profissionais da área de saúde da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Autores

  • Meire Celeste Cardoso Del Monte Universidade Estadual de Campinas
  • Ana Raquel Rodrigues Pereira Universidade Estadual de Campinas
  • Elaine Cristina Oliveira Paixão Universidade Estadual de Campinas
  • Eliane Oliveira Morais Universidade Estadual de Campinas
  • Flavia Malvezzi Estrada Universidade Estadual de Campinas
  • Gisleine Leila Martins Tengler Ribeiro Universidade Estadual de Campinas
  • Inajara de Cássia Guerreiro Universidade Estadual de Campinas
  • Marcia Teixeira Garcia Universidade Estadual de Campinas
  • Maria Helena Postal Pavan Universidade Estadual de Campinas
  • Rose Clélia Grion Trevisane Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/sinteses.v0i5.7139

Palavras-chave:

Saúde ocupacional. Risco biológico

Resumo

O risco de transmissão de HIV ao PAS após exposição percutânea é de 0,3% e após exposição de mucosa é de 0,09%. A utilização de terapia antirretroviral (TARV) é eficaz no tratamento da AIDS, mas não existem evidências definitivas quanto ao seu uso em esquemas de quimioprofilaxia, particularmente na pós-exposição ocupacional. O objetivo deste trabalho é avaliar o impacto (indicação, adesão, efeitos adversos e eficácia) do uso da TARV em PAS pós-exposição a sangue e fluidos corporais de pacientes infectados pelo HIV. Estudo retrospectivo de acidentes entre PAS, de janeiro de 2009 a março de 2013 com casos fonte infectados pelo HIV. Foram avaliadas 100 ocorrências. No Hospital de Clinicas ocorreram 78 acidentes e no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher 17 acidentes. O local com maior número de ocorrências foi à unidade de Moléstias Infecciosas (22%), seguida por Centro Cirúrgico (11%), UER (10%) e Centro Obstétrico (9%). Trinta e um dos PAS eram técnicos de Enfermagem, 29 eram residentes de Medicina, 11 Enfermeiros e 8 estudantes de Medicina. Em 64% a exposição foi percutânea. Em 79,2% das ocorrências foi introduzido a TARV. Em 53,9% das indicações foi introduzido Biovir e Kaletra e em 25% Biovir e Tenofovir. A adesão ao esquema ocorreu em 70,8% dos casos e em 87,5% houve relato de intolerância. As mais frequentes foram náusea, vômito e diarreia. Sessenta e três PAS (64,3%) completaram o seguimento até 180 dias não havendo soroconversão para HIV.

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Publicado

2016-05-17

Como Citar

DEL MONTE, M. C. C.; PEREIRA, A. R. R.; PAIXÃO, E. C. O.; MORAIS, E. O.; ESTRADA, F. M.; RIBEIRO, G. L. M. T.; GUERREIRO, I. de C.; GARCIA, M. T.; PAVAN, M. H. P.; TREVISANE, R. C. G. Profilaxia pós-exposição ocupacional ao HIV entre os profissionais da área de saúde da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 5, p. 173–173, 2016. DOI: 10.20396/sinteses.v0i5.7139. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/7139. Acesso em: 29 set. 2022.

Edição

Seção

Eixo 3 - Desenvolvimento Humano, Saúde, Sustentabilidade e Qualidade de Vida

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