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Uso de terapia por pressão negativa no tratamento de lesão de Morel-Lavallée
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Palavras-chave

Tratamento de ferimentos com pressão negativa
Assistência de enfermagem
Técnicas de fichamento de ferimentos abdominais

Como Citar

FERREIRA, Luciene Barbosa Bispo et al. Uso de terapia por pressão negativa no tratamento de lesão de Morel-Lavallée: relato de caso. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 8.Eixo 2, p. e02201011, 2023. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/18230. Acesso em: 16 jun. 2024.

Resumo

Introdução: Lesões de Morel-Lavallée são causadas pelo cisalhamento dos tecidos moles, que causam o descolamento do tecido subcutâneo e da fáscia, causando uma formação de hematoma e coleção local, com consequente desenvolvimento de processos inflamatórios, sendo comum sua ocorrência em vítimas de politrauma. As opções de tratamento dependem da extensão do cisalhamento , variando de tratamentos conservadores e cirúrgicos. Frequentemente a drenagem local, desbridamento e uso de terapia por pressão negativa, pode ser uma opção de tratamento para os casos mais graves. Objetivo: Descrever por meio de relato de caso, a aplicação de terapia por pressão negativa no tratamento de lesão de Morel-Lavallée. Metodologia: Estudo descritivo, tipo relato de caso, realizado em um hospital universitário do interior do estado de São Paulo, por meio da análise das intervenções de enfermagem e registro fotográfico da evolução da lesão de Morell-Lavallée de um paciente , vítima de atropelamento. Consentimento livre e esclarecido foi obtido e o paciente foi acompanhado desde o primeiro dia de internação até o 139º dia de internação na Unidade de Terapia Intensiva Adulto. Fotografias da lesão foram utilizadas semanalmente para realizar a avaliação e processo de cicatrização da lesão. Resultados: Caso: Paciente do sexo masculino, 55 anos, vítima de atropelamento, que causou fratura pélvica e lesão de Morel-Lavallée extensa em região abdominal infra-umbilical devido esmagamento de partes moles e que foi admitido na UTI adulto em 09-01-2021. Durante internação, necessitou de abordagem cirúrgica inicial para drenagem de hematoma e desbridamento local e que evoluiu nos dias subseqüentes para uma necessidade de hemipelvectomia esquerda. Lesão apresentou exposição de fáscia muscular, com presença de esfacelo e grande exsudação, necessitando da aplicação da técnica de terapia por pressão negativa, realizado pela equipe de enfermagem, sob supervisão e acompanhamento da equipe de estomaterapia do Hospital das Clínicas da Unicamp. Trocas programadas da terapia a vácuo a cada 72 horas foram realizadas e estas favoreceram a redução do exsudato a curto prazo e redução importante do esfacelo, redução da dor relatada pelo paciente, aumento da área de granulação e conseqüentemente, aumento considerável do tecido de epitelização a médio prazo. Decorridos 139 dias após a internaçao na UTI, paciente apresentava tecido de epitelização em toda a região infra-umbilical e perineal, sem necessidade de realização de desbridamentos. Conclusão: A instituição da técnica de terapia por pressão negativa, pode ser uma terapia eficaz e positiva para o tratamento destas lesões de Morel-Lavallée, favorecendo a formação de tecido de epitelização, com redução do risco de infecção local em um curto intervalo de tempo. O enfermeiro capacitado, possui competência e habilidades para discutir com a equipe multidisciplinar, a indicação deste tipo de terapia e instituí-la, favorecendo uma redução do número de dias de internação, redução de procedimentos cirúrgicos e consequentemente, melhora da qualidade de vida do paciente.

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Referências

FERRER-INAEBNIT, Ester; JIMENEZ-SEGOVIA, Marina; VELASQUEZ, Alcides. Síndrome glútea de Morel-Lavallée. Rev. Cir. , Santiago, v. 74, n. 1, p. 11-12 fev. 2022 . Disponível em: http://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2452-45492022000100011&lng=en&nrm=iso. Acesso em 11 de setembro de 2022. http://dx.doi.org/10.35687/s2452-45492022001393.

PIKKEL, Y. Y. et al. Morel Lavallée Lesion - A case report and review of literature. Int J Surg Case Rep., 25 set. 2020, p. 103-106.

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