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Monkeypox
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Palavras-chave

Monkeypox
Atendimento primário de saúde
Vigilância epidemiológica

Como Citar

PEREIRA, Mayara de Freitas et al. Monkeypox: atuação do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do CECOM frente ao novo agravo. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 8.Eixo 3, p. e02200986, 2023. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/18195. Acesso em: 22 jun. 2024.

Resumo

Introdução: Monkeypox virus (MPXV) é uma zoonose identificada pela primeira vez em humanos em 1970 na República Democrática do Congo. Antes restrita à África Central e Ocidental, espalhou-se pelo mundo, sendo introduzida no Brasil em maio de 2022. Desde a publicação do primeiro comunicado de risco da MPXV pelo Ministério da Saúde, o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE) do Centro de Saúde da Comunidade - CECOM tem se atualizado sobre o novo agravo, e, cumprindo as normas sanitárias, adequou-se aos protocolos para viabilizar um atendimento seguro e eficaz, em busca da destreza na avaliação dos casos e da redução da propagação da doença. Objetivo: O objetivo deste trabalho é descrever o fluxo, desenvolvido pelo NVE CECOM, para atendimento, diagnóstico, notificação e acompanhamento dos casos suspeitos de MPXV. Metodologia: Estudo descritivo, documental e transversal que inclui a elaboração de fluxo e protocolo para o atendimento, diagnóstico e acompanhamento dos casos suspeitos de MPXV no CECOM, em consonância com os protocolos estaduais e municipais. Os dados apresentados foram extraídos do banco de dados e planilhas do NVE pela área de Tecnologia da Informação do CECOM, referentes ao período de 25/07/2022 a 31/08/2022. Resultados: A suspeita para MPXV no CECOM pode ocorrer quando o indivíduo relata sinais e sintomas ao Serviço de Atendimento ao Usuário; a um profissional durante atendimento no Centro de Testagem e Aconselhamento em ISTs; no Pronto Atendimento; ou a qualquer profissional durante a assistência. A partir da suspeita, prioriza-se a avaliação e o caso é discutido com a Vigilância Epidemiológica de referência (VISA/Norte), mantendo-se o paciente em isolamento em uma sala, onde permanecerá até o fim do atendimento. Se confirmada a suspeita, é realizada coleta de material utilizando-se um kit que foi criado possibilitando agilidade no atendimento, na notificação e na coleta de amostras. Esse fluxo poderá ser adaptado ao CECOM Limeira, nos atendimentos atuais e futuros (Figura 1). Os fluxos de atendimento disponibilizados pela VISA/Norte foram incorporados aos protocolos do CECOM e adaptados a esse serviço, com capacitação das equipes (Figura 2). Até o dia 31/08/2022, 5 casos suspeitos de MPXV foram notificados pelo CECOM. Destes, 2 foram descartados, 2 tiveram amostras laboratoriais negativas, e 1 caso foi confirmado. Todos foram monitorados até o resultado do exame (negativos) ou até a cura (positivo). No mesmo período, foi realizado o acompanhamento de 8 contatos dos casos suspeitos. Conclusão: O papel da equipe de Vigilância Epidemiológica é fundamental na execução de ações de controle de doenças e agravos. Neste sentido, frente ao cenário da MPXV, o engajamento da equipe do NVE na criação de fluxos e protocolos, em consonância com as diretrizes estaduais e municipais, corroboraram para o preparo prévio da equipe no enfrentamento deste novo agravo, permitindo o acolhimento correto dos pacientes e viabilizando a atuação com segurança de todos os profissionais do serviço.

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Referências

BRASIL. CVE. IAL. Alerta Epidemiológico nº 08/2022 - 22/07/2022 - Monkeypox - MPX Acesso em: 14 ago. 2022.

BRASIL. Departamento de Saúde - DS. Departamento de Vigilância em Saúde - DEVISA. Secretaria de Saúde. Prefeitura de Campinas. Fluxograma para atendimento de casos de monkeypox em serviços de saúde público e privado em Campinas/SP. Campinas: Edição 1, Julho/22. Acesso em: 15 ago. 2022.

BRASIL. Departamento de Vigilância em Saúde - DEVISA. Secretaria de Saúde. Prefeitura de Campinas. Assistência Laboratorial Campinas/SP - Varíola causada pelo vírus monkeypox (MPXV). Fonte com adaptação: Coordenadoria de Atenção Básica - Assistência Laboratorial, Coordenadoria de Vigilância em Saúde. Prefeitura de São Paulo - Edição 1. Acesso em: 16 ago. 2022

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