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Elaboração do material educativo para alta hospitalar da criança com traqueostomia em um Hospital Quaternário no interior de São Paulo
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Palavras-chave

Traqueostomia
Pediatria
Alta
Segurança do paciente

Como Citar

FARIA, Keila Mara Ribeiro de; SILVA, Jonas; SCHWELLER, Mariana Salhab Dall Aqua; CONTI, Patricia Blau Margosian; MAUNSELL, Rebecca Christina Kathleen; PESCONI, Siliany Fátima Jandotti. Elaboração do material educativo para alta hospitalar da criança com traqueostomia em um Hospital Quaternário no interior de São Paulo. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 8.Eixo 3, p. e0220913, 2023. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/18126. Acesso em: 20 jun. 2024.

Resumo

Introdução/Objetivo: A traqueostomia consiste em uma abertura cirúrgica na traqueia com a inserção de uma cânula. Esse procedimento em pediatria associa-se a maior morbidade e mortalidade quando comparado ao adulto. Em 2016 o primeiro consenso clínico e de recomendações estabeleceu uma linha de cuidado da criança com traqueostomia, visando o cuidado seguro da criança. A ANVISA também faz recomendações para que na alta hospitalar a instituição forneça todas as orientações para continuidade do cuidado em casa e entrega materiais educativos para o paciente e suas famílias. Considerando aspectos importantes à assistência da criança, elaboramos o material educativo com abordagem transdisciplinar para utilização na alta hospitalar em um hospital quaternário no interior do estado de São Paulo. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de caso, que consistiu na elaboração de um material educativo para alta hospitalar da criança com traqueostomia e que contou com a participação de profissionais da enfermagem, fisioterapia, equipe de otorrinolaringologia pediátrica, Núcleo de estomaterapia e Núcleo de Segurança do Paciente. O manual teve uma abordagem transdisciplinar que englobou a troca de saberes baseado em evidências, vivências e compreensão da complexidade e necessidade das nossas crianças e seus cuidadores, com foco na segurança dos pacientes, humanização, aspectos éticos e princípios do SUS. Resultados: O material educativo foi elaborado de forma transdisciplinar com apoio do núcleo de segurança do paciente e de estomaterapia. É constituído de um livreto no tamanho A4, no formato paisagem, composto por 18 páginas, que contemplam as seguintes orientações: dados sobre a traqueostomia da criança; definição de traqueostomia ; os tipos de cânulas; rotina de troca cânula; principais sinais de infecção; lista de materiais para cuidado, aspiração traqueal; como agir na decanulação acidental, cuidados com a pele; troca do cadarço; alimentação; banho, uso de roupas e hora de brincar; números importantes para urgências ou dúvidas; agendamento de retornos; local para anotação das trocas de cânulas e outras observações. O material traz todos os procedimentos de forma ilustrada, facilitando o entendimento do cuidador. Conclusão: O material educativo está sendo utilizado como apoio às orientações realizadas pelos profissionais, com objetivo de garantir a segurança do paciente nos pós alta. O manual contém o histórico e identificação da criança e seu dispositivo de traqueostomia e agenda de consultas. Contém informações que podem ser utilizadas por outros espaços que a criança frequenta como escolas, creches e casas de familiares. Com a implantação do material educativo houve uma melhoria na qualidade do processo de alta hospitalar e acompanhamento ambulatorial de forma sistematizada. 

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Referências

Dal’Astra AP, Quirino AV, Caixêta JA, Avelino MA. Tracheostomy in childhood: review of the literature on complications and mortality over the last three decades. Braz J Otorhinolaryngol. 2017;83:207---14.

Avelino MA, Maunsell R, Valera FC, Lubianca Neto JF, Schweiger C, Miura CS, et al. First Clinical Consensus and National Recommendations on Tracheostomized Children of the Brazilian Academy of Pediatric Otorhinolaryngology (ABOPe) and Brazilian Society of Pediatrics (SBP). Braz J Otorhinolaryngol. 2017; 83:498---506.

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Copyright (c) 2023 Keila Mara Ribeiro de Faria

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