Banner Portal
Trajetória dos pacientes do domicílio ao Hospital das Clínicas e o papel da enfermagem
PDF

Palavras-chave

Hospital das Clínicas
Enfermagem
Atendimento hospitalar
Atendimento humanizado

Como Citar

CARNEIRO, M. E. de S. Trajetória dos pacientes do domicílio ao Hospital das Clínicas e o papel da enfermagem. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 8.Eixo 3, p. e0220702, 2023. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/17982. Acesso em: 29 fev. 2024.

Resumo

Introdução/Objetivo: A expectativa do paciente ao sair de seu domicílio e percorrer todo o trajeto até a UNICAMP para receber atendimento é de que este vai ser realizado com prontidão e rapidez, solucionando seus problemas de saúde num piscar de olhos. Nós como profissionais da saúde sabemos que não é assim que funciona, mas o paciente não sabe e, nesse desencontro de informações, há uma quebra de sua expectativa o que gera um grande transtorno emocional tanto para ele e seus familiares quanto para nós, funcionários. Metodologia: Convido os profissionais a repensarem seu papel enquanto agentes da saúde e busco expor a partir de minha experiência enquanto funcionária do Ambulatório de Cirurgia todas as dificuldades e impactos que o paciente sofre nessa trajetória, como transporte, falta de alimentação e também o tempo de espera não só no hospital em si, mas também entre a consulta inicial na Unidade de Saúde até seu atendimento no Hospital das Clínicas. Passam meses e até mesmo anos aguardando até serem inseridos no sistema Cross, onde aí sim chegam ao atendimento ambulatorial, aliviados. Resultados: O público, no geral, não tem uma noção real do processo burocrático necessário dentro do sistema para que alguém seja atendido, e que por vezes recebemos também encaminhamentos errôneos feitos pelos médicos das Unidades de Saúde para a especialidade errada, e sua expectativa se transforma em frustração pois o paciente perde a vaga de atendimento, tendo que voltar a estaca zero. É nesses momentos que devemos acolher, ouvir e esclarecer suas dúvidas e incertezas passando segurança e compreensão, afinal enfermagem é cuidar, proteger e orientar. Porém, muitas vezes há uma sobrecarga muito grande de demandas sobre a pessoa que está no balcão da recepção, que é o primeiro contato do paciente com a equipe, tendo que não só cumprir seu papel base de receber e encaminhar quem atende mas, ao mesmo tempo, esclarecer as dúvidas e medos de quem está aguardando, o que acaba impactando sua habilidade de ajudar e ser compreensivo tanto com pessoa que pegou a senha para atendimento quanto com a que não pegou e precisa só de uma informação geral. Dentro da nossa realidade, proponho algumas estratégias e reformas para que possamos melhor atender o público. Conclusão: Um anfitrião ficaria próximo ao guichê de retirada de senha para tirar as dúvidas mais comuns e ser um muito bem-vindo "posso ajudar?" em meio ao caos e insegurança da sala de espera e tornando toda a experiência muito mais tranquila para os envolvidos. Sugiro, no mais, a reabertura do balcão do 2° andar de agendamento e remarcação de consultas, unificando o sistema de registro e abertura de prontuário, e também um sistema manual de interconsulta para correção de encaminhamentos errôneos vindos do Cross, facilitando o atendimento e minimizando o prejuízo ao paciente.

PDF
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2022 Maria Edinete de Souza Carneiro

Downloads

Não há dados estatísticos.