Cosmovisiones afrodisapóricas en América Latina

protagonismos femeninos marcados por prácticas ancestrales en la zona norte de São Paulo, Brasil

Autores/as

  • Bruno Garcia Pontificia Universidad Católica de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.20396/csr.v20i28.12464

Palabras clave:

Prácticas ancestrales, Protagonismos femeninos, Territorios Afrodiaspóricos, Parque peruche

Resumen

Los países latinoamericanos son herederos de prácticas ancestrales que constituyen la estructura sociocultural, la historia y la memoria de los grupos africanos y de la afrodiáspora. En esta perspectiva, este artículo es parte de un conjunto de iniciativas destinadas a exaltar la importancia de preservar los recuerdos afrodispóricos en Brasil, particularizando un territorio negro paulistano - Parque Peruche, ubicado en la parte norte del municipio de São Paulo (SP). Sus objetivos centrales son a) participar en la producción de recuerdos y acompañar narrativas de la diversidad de grupos afrodiaspóricos y b) sugerir posibles traducciones sobre la presencia y permanencia de la ascendencia negra-africana en el territorio en cuestión. Basado en la historia oral y la investigación de campo, es posible señalar la presencia de protagonistas femeninas negras que se configuran en prácticas ancestrales marcadas por cosmovisiones heredadas. Tales concepciones construyen identidades afirmadas que particularizan las experiencias negras en la metrópoli de São Paulo.

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Biografía del autor/a

Bruno Garcia, Pontificia Universidad Católica de São Paulo

Magíster en Historia de la Pontificia Universidad Católica de São Paulo (PUC-SP).

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Publicado

2018-07-01

Cómo citar

Garcia, B. (2018). Cosmovisiones afrodisapóricas en América Latina: protagonismos femeninos marcados por prácticas ancestrales en la zona norte de São Paulo, Brasil. Ciencias Sociales Y Religión/Ciências Sociais E Religião, 20(28), 142–157. https://doi.org/10.20396/csr.v20i28.12464