Reflexões sobre a felicidade e os bens exteriores no pensamento aristotélico
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Palavras-chave

Ética
Política
Felicidade
Função própria
Bens exteriores

Como Citar

STEFANI, Jaqueline; FERNANDES, Rodrigo Ricardo. Reflexões sobre a felicidade e os bens exteriores no pensamento aristotélico. Revista de Estudos Filosóficos e Históricos da Antiguidade, Campinas, SP, v. 41, n. 00, p. e024001, 2024. DOI: 10.53000/cpa.v41i00.18494. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/cpa/article/view/18494. Acesso em: 18 jul. 2024.

Resumo

Pretende-se investigar a importância dos bens exteriores para a boa vida, segundo Aristóteles. Para isso, será analisada, primeiramente, a questão aristotélica da felicidade a partir do argumento da função própria e dos tipos de vida apresentados em EN, 1095b13-18 e o problema decorrente da definição de felicidade como atividade da alma de acordo com a virtude melhor e mais perfeita (EN, 1098a16). Posteriormente, serão apresentados os motivos pelos quais Aristóteles acaba por concluir que um sortimento mínimo de bens exteriores é necessário – contudo não suficiente – para uma vida feliz e que os bens exteriores necessários à vida feliz seriam aqueles que tornariam o agente, na medida do possível, autossuficiente, e capaz de viver bem. Por fim, será abordada a relação entre a ética e a política enfatizando que é atribuição da política prover a todos os bens exteriores necessários à existência humana, além de criar as condições materiais para que os cidadãos tenham chances reais de alcançar a felicidade.

https://doi.org/10.53000/cpa.v41i00.18494
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