Parataxe e Imagines
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Palavras-chave

Iconografia
Retórica
Lingüística
Parataxe
Hipotaxe

Como Citar

MARTINS, Paulo. Parataxe e Imagines. Revista de Estudos Filosóficos e Históricos da Antiguidade, Campinas, SP, v. 12, n. 24, p. 137–173, 2012. DOI: 10.53000/cpa.v12i24.804. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/cpa/article/view/17190. Acesso em: 25 jun. 2024.

Resumo

O presente artigo visa a discutir o conceito de parataxe, que foi largamente utilizado por estudiosos da História da Arte e da Literatura para definir a estrutura dispositiva de algumas obras da Antigüidade greco-romana. Porém, o termo, sincronicamente tomado, é estranho ao período, configurando certo anacronismo. Seu uso sistemático, assim, nos leva, erradamente, a crer que a parataxe pertence ao vocabulário teórico da poesia, da pintura, da gramática ou da retórica, o que é inconsistente. Contudo, o mesmo uso seria autorizado, se houvesse entre os modernos consenso sobre o significado, o que não ocorre. Dessa forma, se, de um lado, a teorização antiga – gramatical, poética ou retórica – não nos dá a chave do uso e, de outro, a modernidade não colabora com a precisão de sentido, a aplicação do conceito gera dúvidas na hermenêutica do objeto analisado. Nosso intuito, portanto, é delimitar o conceito modernamente e aplicá-lo na observação de algumas imagens da Antigüidade.

 

https://doi.org/10.53000/cpa.v12i24.804
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