Crise e oportunidade

o lugar da antiguidade na formulação de novos tempos

Autores

  • André Cressoni Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.53000/cpa.v22i31.3033

Palavras-chave:

Hellenismo, Modernidade, Filosofia da história

Resumo

Exporemos alguns traços que demonstram haver um processo contínuo de retomada da antiguidade na tradição ocidental, tendo por foco o modo como a antiguidade serviu de ideia norteadora na busca de uma solução para a crise do tempo. Veremos primeiramente como autores modernos – como Deslandes, Brucker, Tennemann, Reinhold –  buscaram elaborar uma noção nova de historia da filosofia. Essa elaboração de um tempo histórico encontra um de seus pontos mais altos em Winckelmann, que toma os gregos como modelo. Após percorrer este quadro teórico, em segundo lugar, analisaremos como a visão de um novo tempo futuro carrega como núcleo teórico o recurso à antiguidade, principalmente grega. Neste segundo ponto, serão abordados autores alemães do século XVIII (como Winckelmann, Herder e Schiller) e sua relação com Rousseau, resultando na ressignificação e revivificação da antiguidade justamente nos pontos nodais das crises quanto ao tempo, à liberdade e à estética.


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Biografia do Autor

André Cressoni, Universidade Estadual de Campinas

Pós-doutorando no Departamento de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.

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Publicado

2018-02-26

Como Citar

Cressoni, A. (2018). Crise e oportunidade : o lugar da antiguidade na formulação de novos tempos . Revista De Estudos Filosóficos E Históricos Da Antiguidade, 22(31), 133–181. https://doi.org/10.53000/cpa.v22i31.3033