Heidegger e o Sofista de Platão
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Palavras-chave

Heidegger
Sofista
Platão
Antiguidade

Como Citar

BORGES, Anastácio. Heidegger e o Sofista de Platão. Revista de Estudos Filosóficos e Históricos da Antiguidade, Campinas, SP, v. 11, n. 22/23, 2012. DOI: 10.53000/cpa.v11i22/23.757. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/cpa/article/view/17085. Acesso em: 25 jun. 2024.

Resumo

Entre os vários pensadores que, no panorama filosófico atual, retomaram a Antigüidade, Martin Heidegger, seguramente, ocupa uma posição de destaque. Ainda que muitas de suas interpretações acerca do pensamento antigo sejam  controversas entre os especialistas, parecem incontornáveis muitas de suas lições e seminários. Nosso trabalho tomará como tema as lições de Heidegger, ocorridas durante o semestre de inverno [1924 - 1925], acerca do diálogo Sofista de Platão. O Mestre de Fribourg deixa explícito na sua exegese do diálogo Sofista, e isto parece aplicar-se a suas interpretações dos textos da tradição filosófica em geral, que ele não tem uma intenção histórica, na medida em que ele parece não se preocupar em reconstituir o pensamento platônico, mas antes, seguir o trabalho do pensamento, desobstruir suas tendências imanentes, pensar ao lado do texto e assim tentar elucidá-lo. Nosso trabalho procurará caracterizar a exegese heideggeriana acerca do Sofista de Platão, a partir de uma dupla perspectiva: por um lado, mostrar que suas interpretações acerca do pensamento antigo parecem, do ponto de vista daquilo que estudamos e  investigamos na história da filosofia, discutíveis, para não dizer inaceitáveis, e, por outro lado, essas mesmas interpretações, do ponto de vista filosófico, parecem revigorar os textos antigos ao atualizar seus conceitos.

https://doi.org/10.53000/cpa.v11i22/23.757
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Referências

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