A "estranheza" dos antigos, ou

para que serve a antiguidade? Sobre certa leitura de Quintiliano pelos "modernos"

Autores

  • Marcos Pereira Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.53000/cpa.v11i22/23.762

Palavras-chave:

Quintiliano, Antiguidade, Estranheza, Antigos

Resumo

Trabalho visa comentar certos usos dos textos antigos - em particular, da ‘Institutio oratoria’ - em modernos manuais de introdução à Lingüística e certas afirmações feitas sobre aqueles por autores modernos. Pretende-se verificar como, por trás de formulações modernas que têm a Antigüidade, direta ou indiretamente, como objeto de estudo, encontra-se uma tentativa de legitimar, na verdade, teorias modernas, pouco importando se as leituras aí implicadas desfiguram ou não o que se encontra nos textos em que se baseiam, cuja história e motivação (produção e circulação) se deveram a fatores geralmente ignorados pela posteridade.

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Biografia do Autor

Marcos Pereira, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorado em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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Publicado

2012-10-30

Como Citar

Pereira, M. (2012). A "estranheza" dos antigos, ou: para que serve a antiguidade? Sobre certa leitura de Quintiliano pelos "modernos". Revista De Estudos Filosóficos E Históricos Da Antiguidade, 11(22/23). https://doi.org/10.53000/cpa.v11i22/23.762